A princípio, um Homem de Verdade se alimenta do que e de quanto quiser, na hora em que achar mais conveniente; como uma pizza no meio da noite ou um sanduíche antes do almoço.
Mas a lamentável situação do mundo atual nos pede uma explicação melhor.
ANTES DE TUDO, É IMPORTANTE TER BEM CLARO QUE UM HOMEM DE VERDADE NÃO FAZ DIETA.
O que
Suas bases alimentares são a Carne e a Massa; mas o cardápio de um Homem de Verdade varia de acordo com a situação, e pode incluir praticamente qualquer coisa pertencente aos reinos Animália e Plantæe, às vezes até mesmo com elementos do Fungi.
Um Homem de Verdade pode escolher livremente o que lhe interessa digerir, dentre o que está à disposição. Fora isso, ele não deve reclamar do que tem para enganar o estomago. Uma solução para situações em que tragar algo é especialmente desagradável, é recusar-se a comer. Bem entendido que não é a birra de pirralhos “isso eu num quero!”, mas tem um sentido de “eu não preciso comer isto para viver”. E então simplesmente dá-se o direito de ignorar a desagradável refeição.
Como
Quanto à questão do modo de preparo, cada qual tem sua preferência. O fato de uns preferirem a carne pingando sangue, não invalida a masculinidade de uma carne suculenta e bem passada, com muito molho inglês.
Devemos ressaltar aqui que dispor “frios” ou carnes em fatias fininhas ou em graciosos cubinhos é uma afronta à dignidade de um Homem de Verdade. Uma fatia de queijo, por exemplo, tem que ser suficientemente grossa para ser apanhada com as mãos nuas, e levada à boca, sem curvar-se como papel.
Outra observação, a respeito de comidas como o “bife rolê”, aquela idéia de enrolar a carne assada em torno de legumes e fixá-la com um palito.... É óbvio que o responsável pela criação disto não era um Homem de Verdade. Um Homem de Verdade, ao ver a carne assada não pensaria em modos de perder tempo no seu preparo e outra vez no seu consumo. Um Homem de Verdade comeria a carne assada sem mais. Talvez até mesmo acompanhada dos legumes, mas não faria um “bife role”.
Quanto
Uma refeição de um Homem de Verdade tem o tamanho que ele estiver a fim de comer. A odiosa prática de restaurantes que cobram pelo que é deixado, não cabe no entendimento de um Homem de Verdade. Uma prática instaurada por fracos, ou mulheres. Não confundamos aqui a causa do resto: não se trata de uma incapacidade do Homem de terminar o que ainda tem à mesa, mas um simples e banal “não quero mais!”. De forma alguma isto representa desperdício. Afinal de contas, inúmeros animais podem se alimentar dos restos de um Homem de Verdade, assim como os chacais e as hienas se regalam com o que os leões desprezam. Mantém-se o equilíbrio da cadeia alimentar de forma semelhante. Se o mestre-cuca passou horas pensando em como arranjaria o prato, e considera um desperdício do seu precioso tempo e habilidades o fato de se deixar restos significativos, tivesse pensado nisso antes, e feito um prato decente; ou pelo menos não tivesse perdido tempo em estudar a colocação da folha de hortelã sobre o montinho de arroz enfeitado com uma flor de casca de tomate!
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