
Salve, salve, caro leitor!
Eu me surpreendi recentemente ao como se envelhece rapidamente hoje em dia. Veja bem: Eu, do alto de todos os meus 21 anos, ainda não concluí a faculdade e posso ser considerado Old School diversos quesitos e fatores. E isso me levou a divagações quase existenciais.
Só como um exemplo banal, tomarei Star Wars. Hoje em dia, Star Wars é sinônimo de Episódio I, de Darth Maul, de Naboo Fighters. Em uma conversa casual, não se fala mais de Han Solo, da X-Wing, de Jango Feet, da Slave I, de Episódio IV.
(sim, roubei a sua indignação, Gerhard)Ao se falar de 007, o mais remoto no tempo que se consegue é Pierce Brosnan.
"-Sean Connery foi 007? Jura? Não vi não!"Em se tratando de carros, a situação é ainda pior.
Não bastasse eu ser Old School na direção, ainda sou teórico da conspiração e fico com a pulga atrás da orelha de estar sendo rastreado pelo governo americano. Sim, as montadoras têm uma conspiração com os EUA e implantam GPSs.
Eu gosto de saber que o carro fará o que EU disser que ele tem que fazer. Não que ele se antecipe ou decida sozinho o que fazer. Afinal, quem é o motorista aqui? Se é para ter eletrônica incorporada, que seja em acessórios completamente desligados do controle do carro. O controle é meu.
Em termos de RPG, idem. Onde estão as interpretações? Cadê a descrição da ação? Nem ao menos isso? Não. Vasculhar uma sala agora é pura e simplesmente rolar um d20 e ser informado do que se achou. O jogo está se transformando numa mera confrontação de valores e números quase vazios. O jogo está perdendo todo o caráter que o definia - de interpretação - e quase que se tornando um card-game um pouco mais complexo. O comando do jogo está todo nos dados. Você só está lá para presenciar a evolução do seu personagem e de vez em quando dar um palpite. O resto do tempo, conversando em off. E é por isso que valorizo, indico e recomendo o Old Dragon. [
Old Dragon no Vorpal][
Old Dragon no Paragons]
Se a questão é fotografia, dinheiro resolve: Compra-se uma digital boa, com lentes legais e clica-se a torto e a direito.
-Fotometria? Pra quê? Minha câmera tem automático!
Daí decorrem as centenas de fotos praticamente idênticas que entopem o HD de pelo menos 3/4 dos computadores do mundo. E por ser tão fácil fotografar, foto se tornou banal. Daí nós temos aquelas coisas medonhas no orkut, tiradas à noite, com um celular, depois de bêbado.
Alguns desses temas realmente merecem posts próprios, que pretendo fazer em breve.
Outro indício da minha ancienidade (não confundam com senilidade, por favor!) é o quanto acho que as coisas mais modernas duram menos.
Para se ter uma idéia, estou neste exato momento servindo-me de um teclado que precisa de adaptador para entrada PS2. Ele tem teclas brancas e teclas cinzas. Ele não tem a "tecla Windows", não tem nenhum botão multimídia. Mas ele é sólido e confiável. Já passou por alagamentos de suco e refrigerantes; já apanhou em jogos e sobreviveu a tudo isto. Por outro lado, ou outros dois teclados bonitinhos multimídia que comprei, duraram quase nada. Coisa de meses cada um. E é por isso que continuo com ele.
Outro exemplo é o drive de CD. Enquanto que o gravador de CDs já troquei umas 3 vezes por defeito, o drive secundário, um Creative QUAD SPEED que uso geralmente para ouvir música, ou ler alguma coisa mais leve, continua em perfeito funcionamento até hoje.
As únicas caixinhas de som das quais já gostei do som eram da Creative, compradas junto com uma placa de som SoundBlaster. O único defeito que apresentaram, depois de milhões de anos de uso, foi o rompimento do fio.
Enfim, por aí vai. Mas não considerem que eu gosto das coisas simplesmente por serem antigas. Eu gosto das coisas que funcionam de verdade, isto sim. O que acontece é que as coisas das antigas funcionam melhor. ;P