segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Amyr Klink

Saudações, abandonados e escassos leitores.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
(Amyr Klink)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Surtei.

Sério. Chega. Pra mim deu. Pra tudo tem limites!

Já me explico: Hoje, ao entrar inocentemente no Orkut (que por sinal está cada dia pior), deparo-me com um banner (banner? e pra que eu quero um banner no meu perfil?), um banner da Fiat, convidando para conhecer o projeto Fiat Mio.

Normalmente eu ignoraria por completo um banner da Fiat. Mas, como eu constatei algumas inovações interessantes na linha Adventure, resolvi dar uma checada. Mas qual!


Manuais da Chrysler, uma das empresas que querem digitalizar os manuais.

Logo de cara deparei-me com a péssima idéia de eliminar os manuais do usuário em papel, e fazer somente em formatos virtuais, DVDs. Ótimo! Que lindo! Aí você está no meio de uma estrada, e dá algum probleminha. Você terá de achar uma LAN-House, ou estar como o seu notebook para poder tentar entender o problema. Parabéns, solução genial sob o pretexto de poupar árvores. Ia deixar minha mensagem de protesto, mas percebo que só posso opinar se me cadastrar. Legal.

Depois segue-se um monte de bobagens ecologicamente corretas. Ok.

Chrysler Concept 70XFirebird III

Não satisfeitos em querer evocar o Chrysler Concept 70X para fazer parte de uma modinha de revival retrô (eu SOU Old School, não estou nessa por modinha retrô.), ainda me chamam a série Firebird de "doideira". Doidera que nada! Doidera é idéia que eles tivera de fazer o P.U.M.A., um carrinho urbano de dois lugares à bateria em parceria com a Segway. O que, aliás, é uma afronta ao Puma original.

Puma
P.U.M.A.

O Puma era um esportivo! Uma máquina nervosa de velocidade! Fazia juz ao felino que o batizava!
Agora... Personal Urban Mobility & Accessibility é uma frescura sem igual (pra não falar que é uma sigla descaradamente forjada para formar P.U.M.A.). E o carro não tem nada de bom. Primeiro: Elétrico, velocidade máx. de 55Km/h. Eu me pergunto: PRA QUE um carro que ande a 55? VAI A PÉ ENTÃO! Segundo: TUDO nessa bodega é eletrônico. E ele não tem painel próprio. Ele se comunicaria com o seu celular. Que ótimo. Eu preciso do meu CELULAR para saber a minha quilometragem.

Em outra parte, há opiniões e sugestões de usuários cadastrados sobre o que deveria ser encontrado no carro. As coisas mais exdrúxulas são citadas.

O futuro do automobilismo é preocupante, de forma geral.
Daqui a pouco ser atropelado por um carro será tão insignificante quanto trombar com um carrinho de supermercado. Daqui a pouco não mais dirigiremos, apenas selecionaremos destinos em sistemas GPS. Daqui a pouco não mais controlaremos nossos carros: Eles serão partes de um esquema de transporte urbano on-line, que dirá aos nossos carros o que fazer no trânsito. Daqui a pouco o seu carro postará no twitter os lugares onde você foi.

Enfim, chega!

Corvette 1956

Carro pra mim faz barulho, corre, está nas suas mãos e você leva pra onde quiser.
Como o bom e velho Corvette 56, os Mustangs, e toda a saga de V8s.
Carro tem que ser uma extensão do seu corpo, não do seu notebook.

Emblema frontal V8 de um Mercury

Eu adoraria enfiar o meu V8 de metal contra essas porcarias de plástico, como um velho guerreiro que, expulso de seu habitat natural, volta e ainda domina completamente as ruas no velho método old school, semeando o caos e a discórdia nos sistemas.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

I'm Old School

Salve, salve, caro leitor!

Eu me surpreendi recentemente ao como se envelhece rapidamente hoje em dia. Veja bem: Eu, do alto de todos os meus 21 anos, ainda não concluí a faculdade e posso ser considerado Old School diversos quesitos e fatores. E isso me levou a divagações quase existenciais.

Só como um exemplo banal, tomarei Star Wars. Hoje em dia, Star Wars é sinônimo de Episódio I, de Darth Maul, de Naboo Fighters. Em uma conversa casual, não se fala mais de Han Solo, da X-Wing, de Jango Feet, da Slave I, de Episódio IV. (sim, roubei a sua indignação, Gerhard)


Ao se falar de 007, o mais remoto no tempo que se consegue é Pierce Brosnan.
"-Sean Connery foi 007? Jura? Não vi não!"


Em se tratando de carros, a situação é ainda pior.
Não bastasse eu ser Old School na direção, ainda sou teórico da conspiração e fico com a pulga atrás da orelha de estar sendo rastreado pelo governo americano. Sim, as montadoras têm uma conspiração com os EUA e implantam GPSs.
Eu gosto de saber que o carro fará o que EU disser que ele tem que fazer. Não que ele se antecipe ou decida sozinho o que fazer. Afinal, quem é o motorista aqui? Se é para ter eletrônica incorporada, que seja em acessórios completamente desligados do controle do carro. O controle é meu.


Em termos de RPG, idem. Onde estão as interpretações? Cadê a descrição da ação? Nem ao menos isso? Não. Vasculhar uma sala agora é pura e simplesmente rolar um d20 e ser informado do que se achou. O jogo está se transformando numa mera confrontação de valores e números quase vazios. O jogo está perdendo todo o caráter que o definia - de interpretação - e quase que se tornando um card-game um pouco mais complexo. O comando do jogo está todo nos dados. Você só está lá para presenciar a evolução do seu personagem e de vez em quando dar um palpite. O resto do tempo, conversando em off. E é por isso que valorizo, indico e recomendo o Old Dragon. [Old Dragon no Vorpal][Old Dragon no Paragons]


Se a questão é fotografia, dinheiro resolve: Compra-se uma digital boa, com lentes legais e clica-se a torto e a direito.
-Fotometria? Pra quê? Minha câmera tem automático!
Daí decorrem as centenas de fotos praticamente idênticas que entopem o HD de pelo menos 3/4 dos computadores do mundo. E por ser tão fácil fotografar, foto se tornou banal. Daí nós temos aquelas coisas medonhas no orkut, tiradas à noite, com um celular, depois de bêbado.

Alguns desses temas realmente merecem posts próprios, que pretendo fazer em breve.

Outro indício da minha ancienidade (não confundam com senilidade, por favor!) é o quanto acho que as coisas mais modernas duram menos.
Para se ter uma idéia, estou neste exato momento servindo-me de um teclado que precisa de adaptador para entrada PS2. Ele tem teclas brancas e teclas cinzas. Ele não tem a "tecla Windows", não tem nenhum botão multimídia. Mas ele é sólido e confiável. Já passou por alagamentos de suco e refrigerantes; já apanhou em jogos e sobreviveu a tudo isto. Por outro lado, ou outros dois teclados bonitinhos multimídia que comprei, duraram quase nada. Coisa de meses cada um. E é por isso que continuo com ele.

Outro exemplo é o drive de CD. Enquanto que o gravador de CDs já troquei umas 3 vezes por defeito, o drive secundário, um Creative QUAD SPEED que uso geralmente para ouvir música, ou ler alguma coisa mais leve, continua em perfeito funcionamento até hoje.

As únicas caixinhas de som das quais já gostei do som eram da Creative, compradas junto com uma placa de som SoundBlaster. O único defeito que apresentaram, depois de milhões de anos de uso, foi o rompimento do fio.

Enfim, por aí vai. Mas não considerem que eu gosto das coisas simplesmente por serem antigas. Eu gosto das coisas que funcionam de verdade, isto sim. O que acontece é que as coisas das antigas funcionam melhor. ;P

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um Curta?


Bom, é isso mesmo.
Estou pensando muito seriamente em fazer um curta-metragem.

Aos poucos, claro. À medida que for dando. Mas tem que ser bem feito. O melhor que estiver ao alcance. O enredo já está 95% definido, agora tenho que passar isso para um roteiro e amarrar as pontas.

Elenco? Amigos e voluntários. Cachê? Inexistente; na verdade vc tem que contribuir com alguma coisa.
Aliás, esse filme vai ser quase todo feito em cima da boa vontade e cooperação, ainda que involuntária, das pessoas. Como na breve cena que filmei, e está aí abaixo, na qual nem o condutor da Pajero nem sua esposa sabem que contribuiram valiosamente para a feitura desta cena.

Mas a idéia é muito legal, embora seja um assunto batido... Espionagem, máfia, trambiques e etcéteras.

O principal problema creio que será mesmo a questão dos veículos. Afinal, ter carteira é uma coisa. Ter carro é outra. E ter carro maneiro é outra! E ninguém tem moto.

Quero ver é como vamos gravar cenas de perseguição na estrada, tiroteio na periferia....
Bom, depois posto aqui as novidades que forem surgindo, e anuncio as "vagas".

Taí o tiquinho de cena:

quarta-feira, 22 de julho de 2009

[Filme] - ÆON FLUX (Idem)


Provavelmente o melhor filme do gênero Rebelde Sexy Lutando Contra Governo Conspirador Num Futuro Breve até o momento.

Porquê a rebelde é sexy, o governo é conspirador, o futuro é breve, as habilidades ninjas são ninjas, a trama é muito bem bolada, o que você estava achando que era uma coisa era outra.

E melhor: quando se trata de cena, ninguém está realmente interessado nessa chatice de "realismo", ou se importando muito com o conceito de "plausível". Quando se trata de cena. Porquê o enredo é extremamente coeso e verossímil. As únicas "pontas soltas" são essas da Charlize, que você pode observar na imagem ao lado*.

Por quê isso é bom? Porquê você desfruta de uma boa estória sem abrir mão de cenas empolgantes.

ÆON FLUX é a adaptação para o cinema da série animada homônima, produzida pela MTV.

Em termos técnicos, exelentes fotografia, trilha, efeitos visuais, figurino, e por aí vai.

Entretanto, há um ponto que não sei se chega a ser negativo, mas deve ser mencionado: Não é um filme para ser visto várias vezes. Não porque enjôoe, mas porque perde a graça. Você já está a par de todas as falsas aparências. E como o filme se baseia muito nisso... Mas mesmo assim ainda vale reprisar cenas de ação. Todas elas.

ÆON FLUX recebe um 11/10 com louvor.

*BTW, isso meio que quebra um paradigma meu de que mulheres devem ter cabelos compridos. Mas não quebra totalmente. Eu apenas o reformularia para "Mulheres normais deveriam ter cabelos compridos.". ÆON não se encaixa em "mulheres normais", logo pode ser sexy de cabelo curto. Aliás, não é um cabelo curto normal.

Reactivation Sequence Started


Saudações, quem quer que sejas tu!

Hoje resolvi reativar este até então abandonado blog. Vai dar um certo trabalho lubrificar, remover ferrugens e toda a descomunal camada de poeira acumulada, atualizar a parte elétrica e revisar a mecânica; além de fazer upgrade de toda a incrível parafernalha eletrônica que dá vida a este blog.

Reinicio as postagens justamente pelo inverso do motivo que as havia encerrado: Assunto.

Eis que atualmente um monte de idéias bizarras e contestações filosóficas pululam entre observações provavelmente irrelevantes e planos mirabolantes.

Promissoriamente extasiante eletrizante cômico adequado.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dor & Música

Saudações a todos!

Ao longo de minha jovem existência muitas músicas ouvi, de diferentes gêneros, épocas, compositores, grupos, países.

Destas todas, considero as nascidas da Dor como as mais belas.
Antes de me chamar de EMO e fechar esta janela, leia o artigo.

A música, para ser bela e tocar alguém, não pode ser exclusivamente técnica. Ela tem que carregar emoção, a alma de seu executor deve transparecer na melodia.
As que melhor conseguem isto são as nascidas do Amor ou da Dor.
Porque são sentimentos tão vinculados à pessoa humana quanto a própria mente, e por isso mesmo transparecem com mais facilidade nos atos simples do indivíduo.

O leitor me perguntará então por quê não mencionei as filhas do amor no início do meu texto.

Já explico. As que são filhas legítimas, em geral são de fato mais belas que as filhas da Dor.

O que acontece é que não existem praticamente filhas legítimas do amor.

Por que?
Simplesmente porque praticamente não há quem saiba o que seja o amor.
Quando se escreve/compõe algo de amor, é raríssimo estar realmente vindo do fundo da alma. Porque o ser humano têm a incrível capacidade de falsificar mentalmente esse sentimento. Ele consegue se convencer de que é verdadeiro.

Então por que a maioria das pessoas prefere as músicas românticas?
Fácil. Porque embora o homem não entenda bulhufas do que seja, ele tem a necessidade inata e insaciável do amor. Justamente por não conhecer o verdadeiro amor, ele se cria uma projeção ilusória aumentada de algum sentimento amoroso não-absoluto, de modo a convencer-se de que seja absoluto.
Por isso, música e ouvinte coadunam em superficialidades, e em geral agradam-se mútuamente.

Por outro lado, a Dor... Não há quem não a conheça.

Mas os que a conheçem e são supérfluos, fogem dela.
Por que estão empenhados em manter sua frágil bolha de ilusão, forçando-se a crer que estejam satisfeitas consigo mesmas, com o modo de vida que levam.

Ainda assim, no caso de se escrever/compor algo sobre a dor, a mente não bloqueia ou falseia esse sentimento. Ele transparece, geralmente, de forma mais sincera que o amor.


Existem portanto, quatro coisas nessa estória:

O sentimento legítimo de Amor;
O sentimento legítimo de Dor;
O sentimento falso de amor;
O sentimento falso de dor.

Resta-me falar sobre este último. Este acontece quando algo de ruim acontece relacionado a um falso amor, um desses amores falsificados pela mente. Pois neste caso a mente também "emula" uma "dor". Mas é tão ou mais falsa que o "amor".

E esse é o verdadeiro lado EMO, uma falsa dor causada pela perda de um amor que nunca existiu.